DPO – DOCUMENTO DE POSIÇÃO OFICIAL

dpo

O DPO (Documento de Posição Oficial) é um documento que deve ser entregue (por todas as delegações) à mesa diretora no primeiro dia de debate. Nele, cada representação evidencia e detalha sua posição a respeito do tema a ser discutido no comitê. Um bom DPO deve deixar claro o posicionamento oficial de determinada representação, bem como suas propostas e expectativas de resolução. O objetivo do DPO é que todos os presentes nas discussões tenham acesso ao posicionamento oficial das demais delegações.

Um DPO deve conter no máximo uma página, sendo que o formato padrão do documento contém:

  • Cabeçalho contendo o nome do delegado, sua representação, seu comitê e sua escola;
  • Brasão de armas de seu país (geralmente no canto superior direito);
  • Breve introdução e abordagem histórica do seu país em relação ao tema;
  • Como o tema do comitê afeta a sua representação;
  • Medidas e políticas adotadas por sua representação no que se refere ao tema;
  • Expectativas de sua representação no que diz respeito à resolução e às medidas que devem ser tomadas para solucionar o problema proposto pelo comitê.

É importante lembrar que estas são apenas recomendações de como selecionar informações para redigir o DPO, vocês podem seguir todas elas, ou apenas algumas. O fundamental é que o documento apresente, de forma clara, o posicionamento da delegação.

Para ficar mais claro, clique na imagem para acessar um modelo de DPO, da Casa Lannister, baseado em Game of Thrones.

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Por Aline Veronezi, diretora do CTC-CTED 2016

*Texto original encontrado em https://16minionuc342010.wordpress.com/2015/09/08/dpo-documento-de-posicao-oficial/

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GRUPOS TERRORISTAS – HEZBOLLAH

Grupo Terrorista #2

Hezbollah

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O que são ?

Hezbollah, também conhecido como “O Partido de Deus ‘, é um grupo radical xiita que opõem-se contra Israel e contra o “imperialismo ocidental” no Líbano. O grupo não reconhece a legitimidade do Estado de Israel e tem sido rotulado como uma organização terrorista estrangeira (foreign terrorist organization – FTO) pelo Departamento de Estado EUA desde outubro de 1997. O principal objetivo do Hezbollah é o estabelecimento de um governo islâmico em todo o mundo árabe, que vai “libertar” Jerusalém e toda a área de Estado atual de Israel. As origens e ideologia do Hezbollah decorrem da revolução iraniana. A revolução pretendia alcançar um governo muçulmano religioso que representaria os oprimidos e os desprezados. De acordo com o Hezbollah, os Estados Unidos era o culpado por muitos dos problemas do país. Israel era visto como uma extensão dos Estados Unidos e uma potência estrangeira no Líbano. A própria organização começou em 1982 como parte da Guarda Revolucionária do governo iraniano. Liderado por clérigos religiosos, a organização queria adotar uma doutrina iraniana como uma solução para mal-estar político libanês. Esta doutrina incluiu o uso do terror como meio de atingir objetivos políticos. O Hezbollah tem consistentemente tentado passar a imagem de uma organização moderada de libertação nacional que visa “a introdução do Islã que é fiel na obtenção de justiça, bem como a proteção de todos os direitos humanos.” Ele tenta retratar a imagem de um grupo que não cometeria atos de terror, mas sim que traria benefícios ao mundo árabe.

De acordo com a sua plataforma política publicado em 2003, o Hezbollah afirma favorecer a introdução de um governo islâmico no Líbano por meios democráticos e pacíficos. De acordo com o Departamento de Estado e relatórios apresentados ao Centro de Informação Técnica de Defesa dos Estados Unidos, a organização está tentando criar uma república fundamentalista islâmica ao estilo iraniano e remover todas as influências não-islâmicas. O Hezbollah apoia a destruição do Estado de Israel e coopera com outras organizações islâmicas militantes como o Hamas, a fim de promover este objetivo. Em 1992, o Irã, Hezbollah e Hamas assinaram um acordo oficial de cooperação. Em 2002, soube-se que o Irã estava diretamente envolvido em numerosas tentativas de lançar foguetes contra Israel através de membros do Hamas e da Jihad Islâmica que foram treinados pelo Hezbollah em campos de iranianos. O Hezbollah também mantem relações com a Al-Qaeda, como confirmou um ex-membro do Al-Qaeda que foi capturado e condenado por bombardear as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia.

Principais casos envolvendo o Hezbollah:

  • Acredita-se que o Hezbollah tenha sequestrado e torturado até a morte coronel do Exército americano William R. Higgins e a o chefe da Estação da CIA em Beirute, William Buckley, além de sequestrarem cerca de 30 outros ocidentais entre 1982 e 1992.
  • A organização foi responsável pelos atentados do caminhão suicida do quartel da Embaixada dos EUA e da Marinha dos EUA em Beirute em Outubro de 1983, em que 241 soldados americanos foram mortos (220 fuzileiros navais, 18 militares da Marinha e 3 soldados do Exército) e do anexo Embaixada dos EUA em Beirute, em setembro de 1984.
  • Três membros do Hezbollah, Imad Mughniyah, Hasan Izz-al-Din, e Ali Atwa, estão na lista do FBI dos 22 terroristas mais procurados pelo sequestro em 1985 do voo 847 TWA durante o qual um mergulhador da Marinha americana foi assassinado. Elementos do grupo foram responsáveis pelo sequestro e a detenção de americanos e outros ocidentais no Líbano na década de 1980.
  • Em 1992 e 1994, o Hezbollah reivindicou a autoria do bombardeio da embaixada israelense e do ataque à AMIA em Buenos Aires, Argentina. Oito dias após a AMIA ter sido bombardeada,  a embaixada israelense em Londres foi bombardeada por dois palestinos ligados ao Hezbollah.
  • Em janeiro de 2000, o Hezbollah assassinou o comandante da Brigada Ocidental do Exército do Sul do Líbano, o coronel Aql Hashem, em sua casa na zona de segurança. Hashem tinha sido responsável para determinar o dia a dia das operações do exército do Sul do Líbano.
  • Em 16 de junho de 2004, duas meninas palestinas – com idade entre 14 e 15 – foram presas pelas Forças de Defesa de Israel (Israel Defense Force – IDF) para traçar um atentado suicida. De acordo com a declaração da IDF, as duas menores foram guiados pelo Hezbollah.
  • Em fevereiro de 2005, a Autoridade Palestina acusou o Hezbollah de tentar sabotar a trégua assinado com Israel. Autoridades palestinas e ex-militantes descreveram como o Hezbollah prometeu um aumento do financiamento para qualquer célula capaz de realizar um ataque terrorista.
  • Em janeiro de 2012, um suspeito Hezbollah foi preso e outro conseguiu evitar a captura, na cidade capital da Tailândia, Bangkok, onde os serviços de segurança acreditam que eles estavam trabalhando em um planejamento por celular, ataques a áreas comumente frequentados por turistas israelenses.
  • Em 07 de outubro de 2014 o Hezbollah reivindicou o ataque a bomba contra uma patrulha israelense na fronteira entre Israel-Libano, ferindo dois soldados.

Situação atual:

Vários anos se passaram desde que os outdoors em Dahiya reduto do Hezbollah anunciou a “Vitória de Deus” quando a guerra terminou, e o Hezbollah não é mais a mesma organização. Até onde se sabe, a maior e principal ameaça do grupo é o Estado Islâmico (e outros grupos sunitas radicais, como Al-Nusra). A frente mais importante não é mais a fronteira sul com Israel. Em vez disso, é na Síria, juntamente com o medo constante de que o Estado islâmico ou grupos similares entrem no Líbano. Hoje, o Hezbollah é ainda mais forte do que o exército sírio. Sua capacidade para causar vítimas graves ou mesmo dominar uma comunidade e fazer reféns, é muito maior do que no passado.

Por Aline Veronezi, diretora do CTC-CTED 2016.

 

Bibliografia:

<http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Terrorism/hizbollah.html> Acesso em 02 de outubro de 2016.

<http://www.thetower.org/article/dont-be-fooled-hezbollah-is-bigger-and-badder-than-ever/> Acesso em 02 de outubro de 2016.

Grupos Terroristas – FARC

Grupo Terrorista #1

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)

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O que são ?

As FARC foi oficializada em 1964, pelo ex-combatente Pedro Antonio Marín, surgindo como um grupo de ideologia marxista-leninista, com um foco em reformas agrárias. Atuando principalmente nas áreas rurais, teve grande apoio da população camponesa colombiana, cujos principais focos eram a implantação do socialismo na Colômbia, promovendo a distribuição igualitária de renda, a reforma agrária, o fim de governos corruptos e das relações políticas e econômicas com os Estados Unidos.

Esta organização atua em práticas de guerrilha, principalmente sequestros e contrabando de drogas, em especial da cocaína, obtendo desta forma atenção midiática nacional e internacional, além de capital para se equipar militarmente. Nos anos 80, suas táticas de guerrilha ficaram cada vez mais violentas, fato que desvirtuou seu foco de atuação, passando a ser considerada uma organização terrorista, que tem como principal objetivo a produção e venda de drogas.

Principais casos envolvendo as FARC:

  1. Sequestro de Íngrid Betancourt:

Em 23 de Fevereiro de 2002, as FARC sequestra Íngrid Betancourt, uma ativista anticorrupção  e senadora franco-colombiana. O grupo de guerrilha a manteve em cárcere por 6 anos, onde foi torturada e supostamente estuprada. Ela aparece em diversas fotos divulgadas pelas FARC, amarrada e desnutrida. Íngrid foi resgatada em 2 de Julho de 2008, juntamente com mais 15 reféns, através de uma operação em conjunto com o governo colombiano e a ajuda de outros países como o Brasil.

  1. Sequestro de Gloria Polanco:

Gloria Polanco é uma política colombiana, ex-congressista e viúva do político colombiano e ex-governador de Huila, Jaime Lozada. Ela foi sequestrada por guerrilheiros das FARC, juntamente com dois de seus filhos, em 26 de Julho de 2001. Durante o cativeiro seu marido Jaime Lozada, foi morto em 2005 pelas FARC, depois de não conseguir pagar o dinheiro para a liberação de seus dois filhos em 2004, exigido pela guerrilha. Em 27 de fevereiro de 2008, as FARC anunciou a liberação de Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem, como “gesto de boa vontade” para o governo da Colômbia concordasse em desmilitarizar os municípios de Pradera e Florida, e iniciar negociações para um “acordo humanitário”.

  1. Sequestro de Luiz Pérez

Luis Eladio Pérez Bonilla é um político e engenheiro petrolífero colombiano, nascido em Pasto, Nariño, em 1953. Perez foi sequestrado pelas FARC em 2001 permanecem em cativeiro quase 7 anos na selva colombiana. Ele foi liberado em 2008 pelos esforços do presidente Hugo Chávez, da Venezuela e ex-senadora Piedad Córdoba, após a sua libertação, ele anunciou sua aposentadoria da política.

Tentativas de Negociação de Paz e situação atual

A depender do presidente, o governo colombiano apostou na negociação ou no confronto com as FARC-EP e outros grupos armados, obtendo relativo sucesso.

As FARC propõe 4 reformas nas negociações de paz:

  1. Criação da assembleia nacional constituinte na Colômbia aprovada por referendo.
  2. Reforma fiscal.
  3. Reforma Agrária.
  4. Desprivatizar instituições públicas que foram concedidas à iniciativa privada.

As FARC tentaram participar de negociações de paz com os governos de Belisario Betancur (1982-1986), César Gaviria (1990-1994) e Andrés Pastrana (1998-2002).

Em novembro de 2012, iniciaram o processo de paz com Juan Manuel Santos, que deve governar até 2018.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos da América inclui as FARC-EP em sua Lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, bem como a União Europeia. Ao todo, 31 países as classificam como grupo terrorista (Colômbia, Peru, Estados Unidos, Canadá e a União Europeia). Os governos de outros países latino-americanos como Equador, Bolívia, Brasil, Argentina, Uruguai e Chile não lhes aplicam esta classificação atualmente devido ao grande enfraquecimento de sua atuação. O governo da Venezuela solicitou que lhes outorgue o status de força beligerante e não lhes considerem um grupo terrorista.

As FARC-EP continuam a se definir como um movimento de guerrilha. Segundo estimativas do governo colombiano, as FARC possuem entre 6000 a 8000 membros, uma queda de mais da metade dos 16.000 que esta possuía em 2001, sendo que aproximadamente 20 a 30% deles são recrutas com menos de 18 anos de idade.

Por Fernanda Cardoso, diretora assistente do CTC-CTED 2016.

 

Bibliografia:

<https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia> Acesso em 15 de Setembro de 2016.

 

A origem e trajetória das FARC,

<http://www.averdadesufocada.com/index.php/farc-notcias-91/6396-1101-a-origem-e-a-trajetria-das-farc-> Acesso em 15 de Setembro de 2016.

 

Entenda o que é a guerrilha colombiana das Farc,

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20160915/entenda-que-guerrilha-colombiana-das-farc/413679 Acesso em 15 de Setembro de 2016.

 

<https://es.wikipedia.org/wiki/Luis_Eladio_P%C3%A9rez> Acesso em 15 de Setembro de 2016.

 

<https://es.wikipedia.org/wiki/Gloria_Polanco> Acesso em 15 de Setembro de 2016.

 

 

 

 

A Guerra do Iraque e a Retirada Americana: Impactos Sobre o Terrorismo

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Marcus L L Chagas 

 

Com a ocorrência dos atentados às Torres Gêmeas (World Trade Center), em 11 de setembro de 2001, um dos maiores já registrados, a preocupação acerca de um novo tipo de guerra começou a dominar as agendas, não apenas de organizações internacionais como as Nações Unidas, a OTAN, a OSCE e a União Europeia (UE), mas também das principais potências regionais e globais. A inusitada incidência do terrorismo como fenômeno internacional alterou severamente a forma de se conduzir as políticas mundiais, gerando uma grande mobilização global para se discutir respostas e ações plausíveis para o combate a grupos rebeldes e/ou extremistas, que se pautavam por atividades violentas, tais como o Taliban, a Al-Qaeda, o Hezbollah, o PKK, o Hamas, etc. Desse modo, instituiu-se a Guerra ao Terror, um movimento militar destinado à caça e ao combate dos focos de terrorismo e atividades hostis no mundo, especialmente no Oriente-Médio, sob condução principal dos Estados Unidos (EUA) e do Reino Unido, e a participação direta ou indireta de mais de 50 países. (NATO, 2016)

Após uma série de discussões, acordos, discordâncias e controvérsias entre diversos países do Sistema Internacional (SI), iniciou-se ao final de 2001 a Guerra do Afeganistão e, 2 anos depois, a Guerra do Iraque, que marcaram os primeiros movimentos efetivos da coalizão antiterrorismo na Guerra ao Terror. Dentro dessas duas ações, a de maior relevância foi a invasão do Iraque, questionada em diversas frentes por um grande número de países. Formou-se então uma coalizão especial com a participação direta apenas de: EUA, Reino Unido, Austrália e Polônia. Não é cabível aqui discutir acerca do mérito dessa guerra, nem de sua legitimidade, mas sim sobre os efeitos de sua realização, em níveis regionais e mundiais, e, principalmente, de seu fim em 2011. (BBC NEWS, 2016)

A Guerra do Iraque durou pouco mais de 8 anos (2003-2011), e se baseou na procura por armamentos de destruição em massa (armas químicas e biológicas) em território iraquiano, na caça a Saddam Hussein (1937-2006) e no combate às dezenas de grupos rebeldes armados, extremistas ou não, que lá existiam, e existem. Durante os primeiros anos da guerra, a ação das tropas da coalizão foi pautada: na captura de Saddam Hussein, considerado inimigo, criminoso internacional e negligente acerca das atividades terroristas em seu país, Iraque; e na tomada de pontos estratégicos do território invadido. Após a execução de Saddam Hussein e o estabelecimento de um novo governo, teve início uma guerra civil no Iraque, fomentada pela Insurgência Iraquiana que crescia desde 2004, a qual foi duramente combatida pelo exército americano. Essa Insurgência gerou um aumento significativo do número de atentados terroristas e baixas civis na região, porém estima-se que menos de 1/3 das mortes causadas pela situação de violência generalizada no Iraque tenha resultado de ações da coalizão (J. H. BLOOMBERG SCHOOL OF PUBLIC HEATLH, 2006). Em 2007, com o reforço das tropas americanas, os índices de violência começaram a cair e a Insurgência foi dissolvida. Em 2008, a frequência de atentados terroristas no mundo, e na região, tem uma leve queda (O GLOBO, 2015).

A partir de 2009, quando o governo Obama iniciou a retirada das tropas do Iraque, sob forte pressão da opinião pública e do Congresso Nacional, o país (Iraque) se encontrava em um cenário de grande instabilidade política, infraestrutura seriamente debilitada, governo fraco e apresentava existência ainda significativa de grupos rebeldes armados. Aos olhos de membros da elite militar dos EUA, a presença do exército americano era a única coisa que impedia o colapso do país, destruído e desestabilizado pela guerra e pelo terrorismo (THE WASHINGTON TIMES, 2015) ¹. A partir de 2010, em meio ao processo de retirada, os níveis de terrorismo voltaram a subir, mas foi a partir de 2011, quando se concluiu a retirada do exército americano e Osama Bin Laden foi executado, que se pôde observar um aumento exponencial de atividades terroristas na região e no mundo, e a consolidação e expansão de grupos como o Estado Islâmico (ISIS) ². (O GLOBO, 2015)

Diante das colocações apresentadas, é importante observar que, a despeito dos méritos, motivos e divergências, as operações na Guerra do Iraque foram positivas em alguns pontos do combate ao terrorismo, mas resultaram em um cenário de falência política, econômica e militar do Estado iraquiano, ao mesmo tempo. Por esse ângulo, é plausível a colocação de que a retirada do exército americano (2009-2011) pode ter gerado a expansão do terrorismo em proporções jamais vistas, a exemplo do ISIS, justamente porque tal retirada se deu em um momento no qual o Iraque se via com uma série de grupos radicais armados em seu território e não possuía mínimas condições políticas, militares, econômicas ou de infraestrutura, para manter a ordem ou se reerguer.

 

ANEXOS

 

¹ Outas Análises Negativas Acerca da Retirada dos EUA:

SALAM, R. We Never Should Have Left Iraq. Slate, Politics, 12 jun. 2014. Disponível em: <http://www.slate.com/articles/news_and_politics/politics/2014/06/iraq_sunnis_and_shiites_the_u_s_should_never_have_withdrawn_its_troops_in.html>. Acesso em: 7 set. 2016.

STARR, P. Former Iraq Ambassador: US Made a ‘Mistake’ Withdrawing Troops From Iraq. CNS News, 3 abr. 2015. Disponível em: <http://www.cnsnews.com/news/article/penny-starr/former-iraq-ambassador-us-made-mistake-withdrawing-troops-iraq>. Acesso em: 7 set. 2016.

 

² 15 YEARS OF TERROR: A time-lapse map:

VUCKOVIC, M. R. 15 YEARS OF TERROR: A time-lapse map. YouTube: Milan R. Vuckovic, 21 de nov. 2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=cHbYk2l9w-E>. Acesso em: 7 de set. 2016.

 

Por Marcus Chagas, Voluntário do CTC-CTED 2016.

ENTENDENDO O ATO PATRIOTA

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Depois da Resolução 1530 agora é a vez do Ato Patriota, um dos documentos essenciais para as discussões do nosso comitê. Quer saber mais sobre ele? Leia abaixo nosso post!

USA PATRIOTIC Act é um acrônimo em inglês para “Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism Act”, que pode ser traduzido como “Unir e fortalecer a América providenciando ferramentas apropriadas e necessárias para interceptar e obstruir ato terrorista”. Essa lei foi criada no dia 26 de outubro de 2001, pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

O Ato Patriota foi elaborado logo após os ataques de 11 de setembro pelo governo estadunidense a fim de prevenir novos ataques terroristas. Ele permite que os órgãos de segurança dos EUA usem de todas as ferramentas disponíveis para investigar o crime organizado para auxiliar a guerra ao terrorismo no país. Seria uma espécie de vigilância eletrônica para investigar crimes terroristas. Em geral, grupos terroristas são treinados para evitar esse tipo de detecção, porém, com a lei, agentes do governo tem total liberdade de utilizar, por exemplo, grampos para investigação onde houver qualquer tipo de suspeita de possível ataque ou envolvimento com o terrorismo. A lei também da total acesso dos agentes a registros de negócios, e em vista disso, conseguem detectar pessoas que estão adquirindo produtos suspeitos, como os utilizados para fabricação de bombas caseiras, ou também registros bancários para identificar quem pode estar enviando dinheiro para terroristas.

Uma das justificativas do governo estadunidense para a implementação da lei é que, grupos terroristas também dispõe de tecnologia avançada, além de sempre disporem de informações suficientes para evitar futuras investigações e planejar fugas e destruição de provas. Com isso, o caráter mais imediato da lei, visto que não carece de mandatos e outras burocracias necessárias para investigação, da aos agentes do governo mais tempo para agir. Além disso, afirmam que ela facilita a cooperação e o compartilhamento de informações.

Outro fator importante é que a lei aumentou as penas para aqueles que se envolvem com o terrorismo, impondo novas e mais duras sanções. Ela também enquadra como criminoso todo aquele que abriga pessoas que tenham cometido ou estão prestes a cometer algum ato considerado como terrorista.

A lei expiraria em 27 de julho de 2011, porém o presidente Barack Obama a estendeu até julho de 2015, quando foi dada sua substituição pelo USA Freedom Act.

 

Por Lívia Coelho, Diretora Assistente do CTC-CTED 2016

ENTENDENDO A RESOLUÇÃO 1530 E SUAS CONSEQUÊNCIAS

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11 de Março de 2004, Madrid. Três dias antes das eleições gerais espanholas. Várias bombas explodiram quase simultaneamente em diversos pontos do sistema de trens suburbanos das cercanías, matando 191 pessoas e deixando mais 2.050 feridos. Foi considerado o pior ataque terrorista que ocorreu na Espanha até o momento. Espelhando-se no terrível acontecimento do 11 de setembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) foi acionado imediatamente e os Estados-membros convocaram uma reunião horas depois para discutir o ocorrido. Foi neste contexto de medo, e de necessidade de uma resposta imediata, que foi criado a chamada Resolução 1530 do CSNU.

Basicamente a Resolução condena o grupo terrorista basco, ETA (Euskadi Ta Askatasuna, que em euskera significa ‘Pátria Basca e Liberdade’) como responsável pelos atentados, e pede que os culpados sejam encontrados e punidos o quanto antes, além de reafirmar que o CSNU repudia qualquer tipo de carnificina e ataque terrorista e mostrar suas condolências pelas mortes dos civis envolvidos nos atentados.

A Resolução 1530 foi aprovada por unanimidade sem um debate prévio. No entanto a esquerda abertzale, através de Arnaldo Otegi (dirigente do partido político Batasuna, ilegalizado pela sua associação à ETA) negou qualquer responsabilidade da ETA neste atentado e o condenou. Depois foi confirmado que o ETA não foi responsável pelos ataques e que estes foram reivindicados pelo grupo terrorista Al-Qaeda.

A Resolução 1530 se tornou um marco negativo no CSNU e, de acordo com Therese O’Donnell, “ [A] Resolução 1530 ilustrou um aspecto reativo e negativo do “efeito CNN” e um mal-entendimento na “gestão de crise“. A certeza da Espanha foi incorporado na sua elaboração e na apresentação da resolução em velocidade-relâmpago.” (O’DONNELL, 2007, p.948).

Ao se apelar ao interesse comum de combate ao terrorismo, a Espanha pressionou os membros do CSNU à tomarem uma atitude rápida. Ao mesmo tempo, ao assinar e aprovar a Resolução 1530, o Conselho não levou em consideração as possíveis consequências.

 

“Se a resolução de 1530 tivesse omitido referência à ETA, esta teria sido um exemplo perfeitamente respeitável no cânon da ação contra-terrorista do Conselho de Segurança. Além disso, se a Espanha tivesse evitado identificar com certeza algum culpado ou tivesse sugerido o envolvimento da Al-Qaida, teria mantido o seu apoio doméstico e internacional, e estaria em posição de tomar medidas de auto-defesa (por exemplo, contra o Marrocos se houvesse suspeita que estes estivessem abrigando terroristas.).” (O’DONNELL, 2007, p.954).

 

A Resolução acabou sendo usada como uma forma de deslegitimar a imagem do CSNU e da própria ONU, que já estava sendo questionada se esta não deveria ser somente um Orgão de ‘consulta’ por partes dos Estados.

Depois de tais acontecimentos, o CSNU passou por diversas reformas no seu processo de decisão para evitar que casos como os da Resolução 1530 ocorressem, porém relembrar esta dura parte da história do Conselho de Segurança serva para lembrar que até a ‘guerra ao terror’ não pode ser travada cegamente.

 

O’DONNELL, Therese. Naming and Shaming: The Sorry Tale of Security Council Resolution 1530 (2004). [S.l]: The European Journal of International Law Vol. 17 no.5. 2007. Disponível em: < http://ejil.org/pdfs/17/5/110.pdf&gt;. Acesso em: 07 set. 2016.

Por Fernanda Cardoso, Diretora Assistente do CTC-CTED 2016

Hoje é dia de…. Dossiês!

Olá, olá amigxs!

Hoje é dia de conferirem mais uma série de dossiês do nosso comitê! Os países de hoje são: Argentina, Armênia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bósnia Hezergovina, Brasil e Bulgária! Bora conferir?!

 

Dossiê Argentina

Argentina! Um país bonito, de gente bonita e homens cabeludos, do tango, das milongas, das empanadas e de Buenos Aires! Que nossos hermanos não saibam, mas não teria a menor graça escolher uma rivalidade histórica com um país menos legal na América do Sul. E eles são tão bonitinhos, porque pensam até hoje que Maradona jogou mais do que Pelé!

pele

Mas com toda a seriedade, a Argentina é um país interessante, de cultura sólida e um passado de coragem (visto a maluquice de peitar o Reino Unido na Guerra das Malvinas). Que tal dar uma lidinha no dossiê, nem que seja só pra garantirmos que o dossiê do Brasil é bem melhor? Clique na bandeira para acessá-lo!

desenhado por Dionisio Codama Sao Paulo, Brasil http://aimore.net/index.htm http://aimore.org

 

Dossiê Armênia

País de origem das Kardashian, mas um tanto quanto desconhecido por nós, a Armênia possui uma população equivalente a capital do Brasil, Brasília. O país enfrentou uma grande diáspora nos últimos 100 anos e estima-se ter mais armênios refugiados em outros países do que dentro do próprio território armênio.  A primeira nação do mundo a adotar oficialmente o cristianismo, foi a menor república da extinta URSS. Devido a sua posição privilegiada, a Armênia foi vitima de diversas invasões, por povos romanos, persas, mongóis, otomanos e mais recentemente os russos, dentre outros povos dominadores. A Turquia nega até os dias atuais que tenha sido a causadora do genocídio que vitimou mais de 1,5 milhões de armênios entre 1915 e 1923, com o intuito de exterminar o povo armênio e dominar territórios devido as fronteiras entre Armênia e Turquia.

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Com diversos templos e catedrais, a Armênia possui maravilhosos monumentos que valem a pena serem explorados. Um dos mais famosos divide a fronteira com a Turquia, e é o monte Ararate citado na bíblia, o qual reza a lenda, abriga a Arca de Noé! A foto acima mostra o memorial das vitimas do Genocídio Armênio. Ficou interessado em saber mais sobre o país? Acesse o dossiê abaixo!

Bandeiras dos Paises

Dossiê Austrália

Austrália! Este belo país sustenta a rocha de Uluru, que é Patrimônio Mundial, e serviu de berço para pelo menos 80% de todos os biólogos que vivem de incomodar animais na televisão, de acordo com o Instituto CTC de Curiosidades Tiradas da Cabeça. A Austrália é famosa por sua fauna exótica e perigosa: a maior parte dos animais mais perigosos, mais cabeludos, peçonhentos, assassinos e sanguinários está por lá. Isso sem falar das aranhas gigantes. Pois é.

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Além da Opera House, que é esse teatro bonito, e que serviu de cenário para Procurando Nemo, a Austrália também nos oferece mais uma diversão: é um daqueles países cuja capital é menos famosa do que alguma outra cidade. A capital da Austrália é Camberra! E o mundo aí, pensando que é Sydney… Quer descobrir mais sobre a Austrália? Clique na bandeira pra acessar o dossiê!

Bandeiras dos Paises

Dossiê Áustria

Capital da música erudita. Terra de compositores clássicos geniais. País com território menor que o estado de Santa Catarina, a Áustria é gigante em sua história e na música clássica. A Áustria produziu alguns dos maiores gênios da história da música erudita, como Mozart, Haydn, Strauss e Schubert. O maior psicanalista do mundo Sigmund Freud e o ator Arnold Schwazenegger, também são outros famosos nomes austríacos. Casas pontudas, lagos refletindo montanhas nevadas e castelos: visitar as cidades medievais austríacas é como mergulhar em cenários de contos de fadas. Hallstatt, por exemplo, data de 5000 a.C e foi o lugar onde se encontraram as primeiras evidências arqueológicas do povo celta. No censo de 2001, a cidade tinha menos de 1.000 habitantes.

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Cenário do musical A Noviça Rebelde, Salzburgo é o berço de Mozart. Uma cidade universitária com um lindo e charmoso centro histórico, ela tem atrações famosas como o Palácio Mirabell e o disputadíssimo Festival de Salzburgo, com muita música e teatro. Ao sul da cidade está o refúgio de Hitler (outro austríaco famoso), o “ninho das águias” nas montanhas do Tirol, em Berchtesgaden. Depois de tantas informações pertinentes, acessem abaixo nosso dossiê ultra pertinente!

Bandeiras dos Paises

Dossiê Azerbaijão

O Azerbaijão na última década, teve um dos maiores crescimentos do mundo no PIB: “apenas” 182%. Outra curiosidade sobre o país é a existência da chamada FLATULÊNCIA GEOGRÁFICA, uma das mais incomuns manifestações de vida do nosso planeta, na região de Qobustan. Trata-se de crateras no solo, com aparência de caldeirões borbulhantes, que expelem barro vulcânico em temperatura ambiente, cientificamente chamado “palcik vulcanlar” ou, popularmente, acne geológico.

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A nação está situada sobre um lençol de petróleo muito próximo da superfície. Em razão dessa característica geográfica, poças de petróleo literalmente “afloram” na superfície do terreno por todo o país, especialmente na orla marítima. Depois dessas curiosidades fantásticas sobre o país, só aguçou ainda mais a vontade de ler o dossiê não? Pois então, clique na bandeira abaixo!

Bandeiras dos Paises

Dossiê Bélgica

O país é tão grande, que pode ser atravessado de carro em 3 horas!

Que chocolate suíço que nada!! O melhor chocolate do mundo é o belga. Chocolates como os das marcas Leonidas e Godiva são considerados verdadeiras joias. Os belgas adoram vinho e são loucos por cerveja. Existem tantos tipos e tantas marcas de cerveja no país (enquanto alguns dizem que são mais de 1 500, outros juram que não passam de 750) que daria para tomar uma por dia durante dois anos sem repetir a marca. As mais conhecidas são Duvel, Jupiler, Leffe, Alken Maes, Hoegaarden e Stella Artois (esta última bastante conhecida dos brasileiros). Cada variedade de cerveja belga é servida num copo apropriado, inclusive as trapistas. Aliás, você já ouviu falar em cerveja trapista? É um tipo de cerveja produzida por monges em mosteiros. A maior cervejaria do mundo é a Inbev, empresa nascida da associação da brasileira Ambev com a belga Interbrew.

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O belga mais conhecido do mundo não é nenhum artista ou político, mas um personagem de histórias em quadrinhos: Tintim. Criado pelo desenhista belga Hergé, as histórias em quadrinhos de Tintim são distribuídas em dezenas de países. Outros personagens de quadrinhos foram criadas no país, mais precisamente em Bruxelas, como por exemplo “Os Smurfs” e “Asterix e Obelix”. Ainda falando de protagonistas belgas famosos, não podemos deixar de citar o famoso detetive belga Hercule Poirot, criação da eterna Rainha do Crime, Agatha Christie. E então? Gostou das informações do país? Veja mais no dossiê, clicando na bandeira abaixo!

Bandeiras dos Paises

Dossiê Bósnia Hezergovina

É o país que possui a dança silenciosa (não existe acompanhamento de instrumentos musicais). A canção de Bono Vox, Miss Saravejo, faz parte da trilha sonora de um documentário homônimo sobre um concurso de beleza realizado no país durante os conflitos. Segundo o cantor, a letra expressa o que o povo bósnio sentia na época. O tenor italiano Luciano Pavarotti participa cantando em italiano.

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A Bósnia é uma região encantadora com a presença de pirâmides gigantescas, dentre elas se encontra a maior de todas as pirâmides, até mesmo considerando as do Egito. Essas pirâmides possuem fatos pouco conhecidos e esclarecidos pela maioria das pessoas. A cidade de Visoko na Bósnia possui a maior pirâmide do Mundo conhecida como “Pirâmide Bósnia do Sol” que supostamente foi construída pelos seres humanos. E aí? Depois desses fatos curiosíssimos sobre o país, anima conferir o dossiê? Clique na bandeira abaixo!

Bandeiras dos Paises

Dossiê Brasil

Brasil! Futebol! Samba! Choro! Amazônia! Carnaval! Todos nós estamos carecas de saber o que é o Brasil. O maior país da América Latina e o maior número de pessoas que falam português. O despontamento como potência econômica e um território gigante (5º maior do mundo!).  A capacidade absoluta de destruir músicas legais. País com uma atual crise política digamos que… Um tanto quanto conturbada. Vocês sabiam que o Brasil é desde de 2008 um dos únicos países do mundo que oferece a cirurgia de mudança de sexo gratuitamente, pelo SUS?? O primeiro país do mundo a banir as câmaras de bronzeamento??

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O Brasil pode não ser lá a maior maravilha desse planeta, mas tem seus méritos. De compositores lendários como Heitor Villa-Lobos a escritores como Guimarães Rosa e Érico Veríssimo, o Brasil é um país das artes, de sensibilidades e belezas (dessa vez estamos falando da Bruna Marquezine, da Marina Ruy Barbosa, do Ricardo Tozzi…). Ainda assim, podemos ter novidades pra você. Que tal ler o dossiê pra conferir? Clique na bandeira para acessá-lo!

 

Dossiê Bulgária

País de um dos melhores apanhadores da história do Quadribol (depois de Harry Potter, obviamente), Viktor Krum e da bela vampira Nina Dobrev. A Bulgária é um país que mantém viva antigas tradições, que são realizadas em casamentos, nascimentos, na Páscoa, no Natal, quando chega a primavera, entre outros. Uma das tradições no casamento, por exemplo, é que o noivo, no dia da cerimônia, tem que arrombar a casa da noiva, e pega-la no colo, levá-la até o carro, e assim eles chegam juntos na cerimônia. A ceia de Natal, além de ser vegana (não pode ter nenhum produto derivado de animal, como leite, ovos, e claro, sem carne), é assado um pão, com um grão de feijão, uma moeda, e um pedaço de madeira, e esse pão é partido entre as pessoas que estão na casa e cada item, representa algo, como saúde, dinheiro e trabalho.

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A Bulgária é o segundo país que mais consome cigarro no mundo, perdendo só pra Sérvia. Outro fato curioso: se você vê um búlgaro balançando a cabeça de um lado pro outro, esquerda, direita, como a gente faz pra sinalizar “não”, significa “sim” pra eles. E de cima pra baixo, significa “não”. Peculiar não? Mas nosso dossiê está tudo menos peculiar! Confiram abaixo, clicando na bandeira!

Bandeiras dos Paises

Por Aline Veronezi, Diretora do CTC-CTED 2016

Primeiros Dossiês!

Olá amigxs!

Como vão os estudos?! Ansiosos pelos dossiês de suas respectivas delegações? Pois a espera acabou! A partir de hoje postaremos diariamente os dossiês das 52 delegações do nosso comitê! Vamos aos primeiros? Hoje é dia de Afeganistão, Alemanha e Arábia Saudita. Cliquem e confiram!

 

Dossiê Afeganistão

Quando falamos de Afeganistão, a primeira coisa que vem a mente da maioria das pessoas é o Talibã e a intervenção dos Estados Unidos, mas há muito mais para saber sobre esse país asiático. Com uma região riquíssima pela sua arqueologia, sendo um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, o país tem registro de vida humana em seu território há 50.000 anos pelo menos. Outro fato importante também se refere à vasta cultura afegã composta por uma imensa variedade de tribos, cada qual com sua língua e costume próprio.

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Além da imensa riqueza histórica, o Afeganistão possui uma cultura moderna ampla. Terra de músicos notáveis e cenário de muitos filmes de Bollywood. Quer saber mais? É só clicar na bandeira e acessar o dossiê!

desenhado por Dionisio Codama Sao Paulo, Brasil http://aimore.net/index.htm http://aimore.org

 

Dossiê Alemanha

Sacro-Império Romano. Reino da Prússia. República de Weimar. Alemanha. País conhecido pela qualidade de suas linguiças, além de fantásticos pães e tortas, e marcado na história por um determinado serumaninho histórico com um bigodinho típico, do qual preferiríamos não lembrar (que por sinal não nasceu na Alemanha).

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Mas a Alemanha também marcou por coisas positivas. Devemos aos alemães muitas criações espetaculares como o primeiro livro impresso, a aspirina, o teste de gravidez e o telefone, entre outras…. Ademais, a terra alemã foi berço de inúmeros músicos e pensadores, como Beethoven, Bach, Einstein, Kant, Marx, Nietzsche… Um país de gênios! Ficou curioso para saber mais? Clique na bandeira para acessá-lo.

desenhado por Dionisio Codama Sao Paulo, Brasil http://aimore.net/index.htm http://aimore.org

Dossiê Arábia Saudita

Reino das Mil e Uma Noites de Xariar e Xerazade. Do Aladdin e sua lâmpada mágica. País com 95% do território constituído de desertos. Maior representante do islamismo no mundo, o país abriga as duas mais importantes e sagradas cidades do islamismo: Meca e Medina, sendo portanto conhecido por “Terra das Duas Mesquitas Sagradas”. Vocês sabiam que a Arábia Saudita não possui Constituição? O país é regido pela sharia, a lei islâmica. O território árabe é riquíssimo em petróleo e possui a segunda maior reserva de petróleo do mundo! A frase em árabe na bandeira da Arábia Saudita significa “Não há outra divindade além de Alá, e Maomé é o seu profeta”.

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Mas nem tudo são flores no Reino da Arábia Saudita. O país proíbe terminantemente o consumo de álcool e carne de porco devido a sua tradição religiosa. A segregação de gênero é muito comum em quase todos os espaços públicos. A mulher árabe é muito oprimida, desde a tenra idade. Mulheres árabes não tem permissão para dirigir, viajar sem a companhia ou a autorização de um guardião homem da família, vestir-se com roupas que não sejam a abaya (longo vestido preto de mangas longas) e o véu que cobre parcialmente o rosto, interagir com homens que não sejam membros da família, entrar em cemitérios (sim! Elas não podem), e acreditem ou não, comprar uma Barbie! Vida difícil das mulheres não?  Mas não se aflijam e leiam o dossiê clicando na imagem abaixo!

Bandeiras dos Paises

Por Aline Veronezi, Diretora do CTC-CTED 2016

 

Estratégia de luta contra o Terrorismo

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O terrorismo constitui uma verdadeira ameaça para os Estados e para os povos. Para fazer face a tal ameaça, a União Europeia (UE) estabeleceu uma estratégia de luta contra o terrorismo baseada em quatro objetivos: prevenir, proteger, perseguir e responder.

ATO

Conselho da União Europeia, de 30 de novembro de 2005 – Estratégia Antiterrorista da União Europeia.

SÍNTESE

Face à ameaça terrorista atual, a União Europeia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU) elaboraram uma estratégia global com vista a contribuir para a segurança mundial. A estratégia adotada ao nível da UE promove a democracia, o diálogo e uma boa gestão das questões públicas, a fim de combater os fatores que motivam a radicalização.

Para combater com eficácia o terrorismo, a UE propõe organizar a sua ação em torno de quatro objetivos: prevenir, proteger, perseguir e responder.

*Prevenir

O pilar «Prevenir» visa lutar contra a radicalização e o recrutamento para o terrorismo, identificando os métodos, a propaganda e os instrumentos utilizados pelos terroristas. Apesar de se tratar de desafios que se colocam aos Estados-Membros, a ação da UE pode contribuir para coordenar as políticas nacionais, para identificar boas práticas e para o intercâmbio de informações.

As prioridades definidas em matéria de prevenção são:

  • Definir ações comuns para detectar e combater os comportamentos de risco;
  • Combater a instigação e o recrutamento em meios propícios (prisões, locais de culto, etc.);
  • Desenvolver o diálogo intercultural;
  • Explicar melhor as políticas europeias;
  • Promover (através de programas de assistência) a boa governação, a democracia, a educação e a prosperidade económica;
  • Continuar a investigação neste domínio e partilhar análises e experiências.

*Proteger

O pilar «Proteger» visa reduzir a vulnerabilidade dos alvos a atentados e limitar o impacto destes. Este pilar propõe a realização de uma ação coletiva a nível da segurança fronteiriça, dos transportes e de todas as infraestruturas transfronteiras.

Para uma melhor proteção das fronteiras, os Estados-Membros dispõem do Sistema de Informação Schengen II (SIS II) e do Sistema de Informação sobre Vistos (VIS), bem como da agência FRONTEX. Paralelamente a estes instrumentos, os Estados-Membros devem proceder ao intercâmbio de dados referentes a passageiros e utilizar informações biométricas nos documentos de identidade.

Para reforçar a segurança dos transportes, os Estados-Membros devem estudar em conjunto os pontos vulneráveis das operações de transporte interno, bem como reforçar a segurança rodoviária, ferroviária, aérea e marítima.

A UE deseja avaliar a ameaça e o seu grau de vulnerabilidade. Trata-se de elaborar um programa de trabalho, metodologias de proteção contra atentados e um Programa Europeu de Proteção das Infraestruturas Críticas. Os Estados-Membros devem igualmente prosseguir os seus esforços de cooperação nos domínios da não proliferação de materiais químicos, biológicos, radiológicos e nucleares (QBRN).

*Perseguir

A terceira vertente visa perseguir os terroristas para além das fronteiras, assegurando simultaneamente o respeito dos direitos humanos e do direito internacional. A UE pretende, em primeiro lugar, impedir o acesso a equipamentos utilizáveis em atentados terroristas (armas, explosivos, etc.), desarticular as redes terroristas e os seus agentes de recrutamento, bem como combater a utilização abusiva de associações sem fins lucrativos.

O segundo objetivo em matéria de perseguição dos terroristas consiste em pôr termo às fontes de financiamento do terrorismo, realizando investigações, congelando os ativos e impedindo as transferências de fundos (o que abrange igualmente o objetivo «prevenir»). A UE aprovou também legislação sobre o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

O terceiro objetivo consiste em pôr termo à planificação de ações terroristas, impedindo a comunicação e a disseminação de conhecimentos técnicos relacionados com o terrorismo, nomeadamente através da Internet.

Os Estados-Membros colocam à disposição os instrumentos necessários para a obtenção e a análise dos dados e informações. Elaboram análises comuns e procedem ao intercâmbio das suas informações, através da Europol e da Eurojust. Cada Estado-Membro comunica a forma como reforçou a sua capacidade e os seus mecanismos nacionais.

Os instrumentos utilizados para cumprir estes objetivos são os seguintes:

  • Análises efetuadas pelo Centro de Situação Conjunto (SitCen) e pela Europol;
  • Mandado de detenção europeu e mandado europeu de obtenção de provas;
  • Equipes comuns de investigação;
  • Princípio da disponibilização da informação em matéria de repressão;
  • VIS e SIS II (para um melhor acesso à informação);
  • Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) (EN), (FR), do qual a Comissão é um membro ativo e que formula recomendações que, na sua maioria, são executadas pela legislação europeia.

*Responder

Não é possível anular completamente o risco de atentados terroristas. Cabe aos Estados-Membros lidarem com os atentados quando eles ocorrerem. Os mecanismos de resposta face a ataques terroristas são muitas vezes idênticos aos postos em prática em caso de uma catástrofe, tecnológica ou provocada pelo homem. A fim de preveni-los, é conveniente utilizar plenamente as estruturas existentes e os mecanismos europeus no domínio da proteção civil. Uma base de dados da UE traça um inventário dos recursos e meios que os Estados-Membros poderão mobilizar em caso de ataque terrorista.

Em caso de atentado é essencial:

  • Proceder a uma rápida troca de informações práticas e de decisões, bem como assegurar a coordenação dos meios de comunicação social (se se tratar de um incidente com consequências transfronteiras);
  • Assegurar aos níveis nacional e europeu a solidariedade, a assistência e a indemnização das vítimas do terrorismo e respetivas famílias;
  • Fornecer assistência aos cidadãos da UE que se encontrem em países terceiros;
  • Proteger e dar assistência aos nossos efetivos militares e civis que participem em operações da UE no domínio da gestão de crises.

A estratégia será completada por um Plano de Ação pormenorizado (EN) que enumerará as medidas pertinentes a adotar no âmbito das suas quatro vertentes.

COMO TENTAR SOBREVIVER A UM ATAQUE TERRORISTA

Baseados nos recentes ataques no aeroporto de Bruxelas e em Paris, que tiveram a autoria assumida pelos radicais do Estado Islâmico, um grande amigo nosso (o Luiz Carlos Vieira), fez um post sobre quais as principais ações a serem tomadas (ou evitadas) em caso de estar presente no local e na hora de um ataque terrorista. Consideramos este tipo de informação não somente importante para os delegados deste comitê, como também acreditamos que seja uma informação de utilidade pública! Principalmente se você ou alguém que você conheça estiver com plano de passar por aeroportos e rodoviárias com alta circulação de pessoas.

Então, sem mais delongas, aí vem as dicas… Anota tudo que pode ser importante! Vamos começar!

1) Geralmente acontecem pequenas explosões dentro dos terminais/estabelecimentos e em seguida uma BEM MAIOR nas principais saídas. O intuito é assustar as pessoas, quando a maior parte delas está tentando fugir. A maior explosão acontece na saída e assim atinge mais gente. Então, tente manter a maior calma possível e busque abrigo longe das áreas mais movimentadas. Se possível se esconda.

2) No caso do atentado mais recente, em Istambul, terroristas abriram fogo com armas com potencial para atingir pessoas em massa na principal saída do terminal de passageiros. Então, mais uma vez, mantenha a maior calma possível e se esconda longe da área mais movimentada.

3) Em caso de tiroteio dentro do terminal, ou estabelecimento, se jogue no chão. Geralmente os terroristas atiram em pessoas que estão à altura dos olhos (dentro do campo de visão deles). Não faça movimentos bruscos. Tente se esconder em lugares em que não fique encurralado(a).

4) Em caso de avião sequestrado, MANTENHA A CALMA MESMO. PRA VALER. Não faça movimentos bruscos. Faça tudo o que te mandarem. Não demande tanto dos comissários de voo, pois estes estarão na linha de frente da segurança do voo. Geralmente o intuito desse tipo de ação é chamar a atenção e barganhar por algo. Não costuma terminar com vítimas. (não é muito comum nas ações do Estado Islâmico).

5) Se você estiver ferido, busque se manter em segurança. Não se desespere. As ações terroristas em aeroportos, rodoviárias e campos ou ginásios não costumam demorar muito. O socorro virá logo. Não tente ajudar a curar o ferimento do amiguinho, mas ajude-o a manterem-se em segurança.

6) Não empunhe telefones ou câmeras. Podem ser interpretadas como armas. NÃO TENTE FILMAR O OCORRIDO.

7) Notou alguém com atitudes suspeitas*? Não faça alarde. Seja discreto(a), afaste-se e comunique a segurança. Afaste-se de malas, mochilas, bolsas e artigos estranhos abandonados. Costumam estar sob bancos, dentro de banheiros e próximos às saídas.

O objetivo de um ataque terrorista é causar medo e pânico. Mantendo-se a calma, já aumenta em muito as suas chances de sair vivo. Geralmente as ações são muito bem planejadas, não com o intuito de matar o maior número de pessoas, mas de atacá-las onde elas pensam que estão seguras (isso potencializa o sentimento de medo).

* Usar a barba grande, um hiijab (véu) ou burqa e falar árabe não caracterizam um indivíduo como suspeito por si só. Mas parecer nervoso, soando demais, observando muito ao redor e olhando a cada segundo para o celular sim.

Então, espero que estas dicas possam ajudar ou até mesmo salvar vidas! (Mas também esperamos que nenhum de vocês ou algum de seus conhecidos precisem passar por essa situação … Já batemos na madeira três vezes!)

Recomendação do dia! Se quiserem saber mais sobre o assunto, não deixem de conferir o documentário que aborda o assunto em questão. Da série Surviving Disaster do Discovery Channel, o documentário Tiroteio no Shopping relata mais uma aventura do ex- Navy Seal Cade Courtley.

Sinopse:
Um grupo terrorista monta um cerco a um Shopping Center. Cade Courtley mostra como sobreviver a um tiroteio por meio da confecção de armas improvisadas, bombas de fumaça e equipamento de visão noturna.

Confira  abaixo o episódio na íntegra:

Por Equipe CTC-CTED 2016